Volvido o Dostoiévski (e mais uns tantos), ontem foi dia de Bernardo Soares, hoje de Nadja... Como se sabe, livros e pessoas pedem-nos para serem lidos. Mas alguns de entre eles (os mais apaixonantes?) pedem-nos mais. Pedem para ser desfolhados e lidos ao acaso. Assim Bernardo Soares me emprestou o mote para o primeiro tempo da valsa. Assim eu o desejei - arbitrário, sem princípio, nem tempo, nem fim.
"...Eu não te queria para mais nada senão para te não ter. Queria que, sonhando eu e se tu aparecesses, eu pudesse imaginar-me ainda sonhando - nem te vendo talvez, mas talvez reparando que o luar enchera de (?) os lagos mortos e que ecos de canções ondeavam subitamente na grande floresta inexplícita, perdida em épocas impossíveis... Nossos passos iam unidos na macieza estalante das folhas... Nenhum de nós queria saber do outro, porém nenhum de nós sem ele prosseguiria. A companhia que nos faziamos era uma espécie de sono que cada um de nós tinha. O som dos passos uníssonos ajudava cada um a pensar sem o outro, e os próprios passos solitários tê-lo-iam despertado."
"...Eu não te queria para mais nada senão para te não ter. Queria que, sonhando eu e se tu aparecesses, eu pudesse imaginar-me ainda sonhando - nem te vendo talvez, mas talvez reparando que o luar enchera de (?) os lagos mortos e que ecos de canções ondeavam subitamente na grande floresta inexplícita, perdida em épocas impossíveis... Nossos passos iam unidos na macieza estalante das folhas... Nenhum de nós queria saber do outro, porém nenhum de nós sem ele prosseguiria. A companhia que nos faziamos era uma espécie de sono que cada um de nós tinha. O som dos passos uníssonos ajudava cada um a pensar sem o outro, e os próprios passos solitários tê-lo-iam despertado."
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