Paráfrase...

Ora, parafraseando um poeta que sempre imaginei pedante e insuportável, aproveito para aqui fazer justiça: a ele, a mim, a ti e a nós, tantos anos depois de termos todos coincidido num fim-de-tarde do Jardim de Inverno:

Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência
infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.

A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.
 
Uma hipérbole, finalmente,
diz que me fazes muita falta.

(Pedro Mexia in Avalanche)

Afinal ainda não...

...ainda faltava um mimo... só um... outra paixão... Futuros Amantes... (Lembro-me tão bem deste videoclip, é tão "do meu tempo"...) Beijo-submerso... E mais uns outros adiados...


Olha-me este..!

Já andas nos loopings outra vez??

Abraço!
Posted by Picasa

Paravéns Abó!!

É Assim que se diz na Breia??


Obrigado por me teres ajudado a aprender a andar..

....

E por ter um Pai que é um espectáculo..

Parabéns Mãe!!

Ora um Bom Dia à Aniversariante!


Nem sei como é que me convenceste a tirar esta fotografia..
..mas Obrigado por tudo e um Grande Beijo!!

H

Pãezinhos de Queijo Mineiros...

Pai, voltei a ensaiar os nossos pãezinhos de queijo e desta vez ficaram... assim! :)

Que pena que estes não dão para enviar... Acompanhavam bem a farinheira e ainda melhor o chouriço alentejano! :) Mas assim também fica bem dividido: nós comemos os pãezinhos, vocês comem o chouriço!

Com os pãezinhos, o blogue envia também um abraço aos nossos amigos mineiros Bruno e Alex!

Venham mais cinco...

Pai, vimos por este meio prestar (e ilustrar) os devidos esclarecimentos acerca do teu cachecol, que tão a propósito havia sido projectado para enfrentar o rigor do Inverno "manceau"... Ora, ele lá vai crescendo só que muuuito lentamente e, na verdade, ainda só chegou a esta altura :( :


Confesso que não compreendo como é que as outras pessoas chegam a terminar camisolas inteiras (e até mesmo várias!!) se, tal como eu, só vivem uma vida... Bom, permanecerá um mistério e enquanto isso o teu cachecol lá há-de ir crescendo ao seu ritmo natural, ou seja, penso que se planeares a tua "pós-graduação" para daqui a 4 Invernos ele já te poderá acompanhar!

Entretanto fui hoje procurar o meu para ver onde tinha parado e descobri que os dois estão mais ou menos empatados (cada um por si, bem como os dois em conjunto... :P):

 
E pronto, lá vão avançando mão na mão e quando se sentirem preparados para enfrentar um Inverno, prometem que avisam! Depois já só falta entrançar o do Fausto...
 

...e já está, não há Inverno que nos faça frente!

Era umas botas alentejanas de Verão, se faz favor...

Preciso urgentemente de uns sapatos que não me cozinhem os pés lá dentro... O problema é que a minha mãe é muito esquisita: estou farto de a levar a sapatarias e ela nunca mais encontra os melhores sapatos do mundo ou lá do que é que anda à procura... e eu com os pés a assar... Hoje à saída da escola convenci-a a ir procurar no Oeiras Parque, porque eles lá vendem de tudo!... Pensei mesmo que era desta... Mas não, ainda não era nada daquilo... Bolas, que arrelia... Voltei para casa com as botas do costume, mas ainda aproveitei para ir lanchar com o meu avô, o tio André e a Bela! Bem, o lanche do André estava uma delícia e não resisti a comê-lo todo, coitado... Depois percebi que se calhar ele ficou com um bocadinho de fome e, para o compensar, esforcei-me para dizer o nome dele e consegui! Afinal é fácil: é o meu tio Dé! :)

Vitrálica...

Achei!!! É mesmo isto que eu quero, ora espreita lá...

VITRÁLICA

E é para começar já em Setembro, sem falta!

Já em Setembro, sem falta, começam também as nossas aulas com o Júlio que já aceitou ser nosso prof.! ;)

E as aulas do Fausto com a Teresa... e...

Beijo-no-migalheiro!...

Ora, andava a colher Glicínias para o meu pai...

Naturalmente! :)

Cá vão elas, papiú! Cheiram tão bem!... Beijo-aromático...

Sintra...

Havia um pic-nic fisgado para hoje à tarde! A mãe pensou na praia, mas chegou a Mónica - que pensa sempre nessas coisas - e explicou que na praia devia estar tudo molhado porque choveu imenso de manhã... Hmmm, pois é, não tinhamos pensado nisso... Então agarrámos na lancheira com a limonada e as sandochas sortidas e fomos para Sintra ter com o Bruno e mais uns amigos que se baldaram... Quando lá chegámos, por azar, eram 5h horas em ponto (para os leigos, como nós: 5h é a hora em que saem uns scones gigantes do forno do Saudade!!) e então pronto, esquecemos a limonada e lá fomos todos contentes comer scones de mais de um palmo com cházinho de menta! Só eu devo ter comido para aí um quilo daquilo e devo dizer que ainda conseguia mais umas migalhinhas!... 

Depois daquela barrigada tivémos mesmo de ir dar um passeio a pé para nos recompormos! E então decidimos ir visitar o Nuno e a Ca, uns amigos de muito antigamente, que se foram instalar mesmo no coraçãozinho de Sintra. A Mónica é que sabia o sítio e levou-nos até lá! Quando lá chegámos... afinal eles vivem numa das casas onde a mãe sempre disse que queria morar quando fosse grande!! :D Pai, olha lá a casa deles, achas normal?...


Para te localizares, fica naquela rua que desce muito ao lado da Câmara... Ou seja, tem uma vista assim:


Então, a casa foi fatiada horizontalmente e o Nuno e a Ca têm direito à parte que ficou mais perto do telhado e a um jardim enorrrrme que fica do lado de trás e aqui não se vê muito bem (é onde há muita roupa estendida...).

A seguir à nossa visita lá continuámos o passeio em direcção ao Parque da Liberdade, só que quando lá chegámos já tinha fechado... Pelo caminho ainda tive tempo de espreitar uma fonte:



Depois, com a colaboração do Bruno, lá regressei ao carro. Antes de voltarmos para a nossa casa ainda passámos na casa do Paulo e do Rui a ver se lhes impingiamos a limonada, mas não nos safámos e voltámos para casa de lancheira cheia... 


 Ok, ok, querem saber o que é que exactamente eu andava a fazer às cavalitas do Bruno, certo?...

Ad Vinho..

Ao Amor até mais tarde..


Beijo-do-principio-ao-fim..

Surpreso!

Pois não é que no dia de anos da Chefa cá da casa, sou eu quem recebe um presente..?!!

Nem sabia que o meu Filho já tinha uma mesada deste tamanho..!

E lá dentro:

Além de uma carta de Amor e uma Farinheira que ficou guardada porque ía ser inevitávelmente eclipsada pela lagosta..
Nunca tinha comido Lagosta..
Na mesma prefiro Camarão Tigre.. mas não disse a ninguém..

Burriés do Norte da Normandia de Baixo..

Travessa de coiso e tal.. às 13h temos os búzios, às 15h os Lagostins, às 18h a Sapateira, às 21h os camarões, ou Gamba pequenina e ao centro, as miniaturas.. é a única coisa que não tenho mesmo paciência para descascar..

Copo de verificação olfactiva.. Aproveitei para abrir o único vinho que tinha, e o mais caro dos que trouxe de Portugal..

2006

Teve direito a esperar por nós, enquanto abria..

E, o bolo de yogurte que as crianças fizeram para a Mãe..


Beijo Pontual..

Estava o badalo de um relógio a olhar para mim..

Finalmente o Giroflé..

Afinal existe o Giroflé..!


Falta descobrir o Giroflá!


Rufinha Saltitante..

Encontro-te todos os dias ao descer as escadas..

Fotos avulso..

..e é o quê..?

Verificação cromática..

Do outro lado do muro..

Evidências do campo I

Evidências do campo II

Transparências..

Desmultiplicação..

Elos..

Organização..

Grude..

Cauda..

Ilusão da óptica..

Degrau I

Degrau II

Auxiliar de aspiração

Mar-me-quer..

Mesmo aqui ao lado, fica o Mar.. nadando bastante dá para ir até à Inglaterra.. mas com a nuvem de cinzas resultante da erupção na Islândia, tive medo de me perder.. por isso fiquei em terra..


..mas soube bem ver o Mar.. daqui, de longe, fazem-se muitas Saudades..

Margarida-bem-me-quer...


Aqui fica um beijo em fim de acto, enquanto aguardamos novo subir de pano... Beijo-silêncio...

Estou mesmo crescido...

Hoje consegui, pela primeira vez, dormir a noite toda de seguida, não acordei, nem pedi leitinho à mãe nem nada! E sabem, até gostei mais assim... A ver se consigo fazer outra vez. Depois de manhã estava a chegar à escola e ia a brincar com as sebes e um senhor perguntou-me se eu queria ser jardineiro... Fiquei de pensar, mas assim de repente até me parece uma boa ideia!

Como la cigarra...

Então, como o pai não desaprovou o novo visual da valsa, pedimos à grande Mercedes Sosa para inaugurar os novos tempos:



Não deixem nunca de a revisitar...

Novos ventos...

Aposto que já todos tinhamos sentido que a nossa valsa precisava de novos tons, novos ritmos, novos gestos... Esta, para já, é a minha primeira proposta de renovação. Pai, o que aqui vês faz-te algum sentido? O que mais me atrapalhou foi a escolha do fundo, porque como te disse queria manter o nosso cabeçalho. Queria que o fundo o acolhesse, que fosse ao mesmo tempo um pouco neutro, mas bonito e que, naturalmente, viesse de algum modo a propósito... Experimentei todos! Várias vezes... A maioria não servia mesmo, dois ou três poderiam servir. Acabei por escolher uma dança outonal. Precisava de alguma coisa que valsasse, mas ao nosso jeito... Não sei... Sei que não é neutro. Sei que não o que escolheria havendo mais variedade, mas na mesma não desgosto... Enfim, vale como primeiro ensaio, aguardando variações!

Na mesma há coisas que me incomodam em todos os modelos: neste, por exemplo, não encontrei o modo de colocar uma moldura discreta em torno das fotos e preferia que existisse... Também não encontrei o gadget que nos diz que estás em Pont-Hébert, mas esse tu deves saber onde está...

Malta amiga, mandem as vossas críticas, opiniões e sugestões também, que isto não tem sido nada fácil atinar com a imagem ideal para o nosso cantinho cibernético e como ele é um bocadinho de todos nós... Contamos com a vossa ajuda! :)

"A necessidade aguça o engenho.."

Foi a lição que aprendi hoje, imaginem! (Quer dizer, também aprendi outras, mas esta foi aquela de que gostei mais.) Aprendi também que tenho muita sorte em ter uma mãe que seguia apaixonadamente todos os episódios do MacGyver! :P

Então a coisa deu-se do seguinte modo: Estava eu na cozinha a brincar e deu-me uma daquelas vontades irresistíveis de fechar a porta. Aproveitei que a mãe estava na casa-de-banho e zumba: fechei-a e soube-me mesmo bem! Passado um bocadinho afinal já me apetecia mais era ir à sala e chamei a mãe para me abrir a porta (mesmo sabendo que ela se ia chatear um bocadinho comigo, mas paciência, não tinha outra opção...) A mãe foi marota e "para me ajudar a perceber porque é que me está sempre a dizer para não fechar as portas" (foi assim que ela explicou...) disse: "Pois Fausto, agora a mãe não pode ir aí porque está na casa-de-banho. Tens de esperar um bocado. Estás a ver, o melhor teria sido não fechares a porta..." E pronto, lá tive de ficar montes de tempo à espera... Passado um bocado lá veio a mãe abrir-me a porta, só que quando chegou à cozinha a fechadura tinha-se avariado (como já seria de esperar há muito tempo...) e a porta afinal não abria! Então a mãe disse-me que eu ia ter de esperar um bocado ainda maior e pôs-se a tentar resolver a situação. Ora, o panorâma inicial não era lá muito favorável: eu estava fechado na cozinha, o telemóvel também e as chaves de fendas também! Pfuuu... A mãe tentou abrir a porta mais algumas vezez - não deu, depois quis telefonar para pedir ajuda - não tinha telemóvel, depois pensou ir ao vizinho pedir para ele chamar aqueles  bombeiros simpáticos da outra vez e por fim lembrou-se que já tinha resolvido uma situação destas uma vez e que talvez conseguisse resolver outra vez com um bocado de calma e algumas boas ideias. Mãos à obra: foi ao quarto buscar as chaves de fendas... Não havia... Encontrou outra ferramenta que mais ou menos lá funcionou. Desmontou a fechadura (o lado de dentro caiu-me em cima, mas pronto, nem chorei muito, reconheço que até mereci um bocadinho...), depois começou a encher o buraquinho da maçaneta com pedacinhos de papel e por fim aquilo lá encaixou como deve ser e lá abriu a porta! Ufa, que alívio, já estava a começar a não achar graça nenhuma àquela brincadeira... Pois é, como vêem a minha mãe voltou a arranjar uma fechadura só com um bocadinho de papel, portanto acho justo postar aqui o meu agradecimento público ao MacGyver!... Entretanto a mãe disse que agora ia arranjar todas as fechaduras cá de casa e ia inventar uma outra engenhoca para mais nenhuma porta se fechar. Claro que me disse também para não voltar a fechar as portas...humpff...

Ok, para além do provérbio do título, acho que também já aprendi porque é que não as devo fechar... Deixa cá ver se agora já consigo pôr pelo menos uma das minhas novas aquisições teóricas em prática...

Na mesma queria agradecer muito à minha mãe: 
Obrigada mãe e desculpa lá qualquer coisinha!... 

Dom Dinis...

Estava aqui a pensar e acho mesmo que o Dom Dinis é o pai da longuíssima tradição lírica portuguesa... Ou seja, acho que é "por causa dele" que Portugal é um país lírico por excelência... Que sorte! O que vos parece?...

(Que pena já ter escolhido o meu tema de doutoramento... humpff...)

Saudade...

Olha, afinal não, é um false friend! :) Enquanto "saúde" vem do latim "salute", que significa precisamente bom estado físico e moral, "saudade" provem do latim "solitate", que significa isolamento, solidão. Isto da evolução fonética das línguas sempre nos prega cada partida... Tenho "saudades" da minha prof. de latim, que não cairia numa piège destas... :P

É bom ter dúvidas... Ter vontade de perguntar... Assim se encontram sempre as mais belas respostas. Quem me ajudou desta vez foi o meu Dom Dinis:

Que soydade de mha senhor ey

Que soydade de mha senhor ey,
quando me nembra d'ela qual a vi

e que me nembra que ben a oy

falar, e, por quanto ben d'ela sey,

rogu' eu a Deus, que end' á o poder

que mh-a leixe, se lhe prouguer, veer


Cedo, ca, pero mi nunca fez ben,
se a non vir, nom me posso guardar

d' enssandecer ou morrer con pesar,

e, por que ela tod' en poder ten,

rogu' eu a Deus, que end' á o poder,

que mh-a leixe, se lhe prouguer, veer


Cedo, ca tal a fez Nostro Senhor:

de quantas outras [e] no mundo son

non lhe fez par a la minha fé, non,

e, poy-la fez das melhores melhor,

rog' eu a Deus que end' á o poder,

que mh-a leixe, se lhe prouguer, veer


Cedo, ca tal a quis [o] Deus fazer

que, se a non vyr, non posso viver.

(D. Dinis)

Note-se a profundidade da temática, aleada à frescura da expressão: como podem ver (e terão certamente reparado), Dom Dinis escrevia de modo muito semelhante aos jovens e hoje! :P Mas falando a sério, atentem na construção: é genial!

Que saudades do Dom Dinis... E do Dom Sebastião também...

Saudades....

Saudades...

(Saudades não vem de saudar?... E saudar não vem de saúde?... hmmm?!... Olha, boa oportunidade para dar uso ao dicionário etimológico!! :))

O blogue diz...

Que o pai está em Pont-Hébert, France... Um beijo em directo para Pont-Hébert-Tortueville, então... que temos muitas saudades... Beijo!

Contingências genéticas...

Pai, não consigo mesmo decidir onde é que faz mais sentido guardar os tachos, mas na cozinha é que não é de certeza, não achas?!...







P.S.: Não era exactamente esse o meu propósito, mas entretanto descobri que bater com as frigideiras uma na outra faz um barulho muito parecido com aqueles gongos chineses, o que é bastante divertido! A propósito, sabes qual é o meu instrumento favorito? Taças de cristal!! Mas nunca me deixam tocar... :(

Beijo-voa-voa...