E porque é bom (re)encontrar sonhos esquecidos na algibeira, olha o que eu achei também:
Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.
Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.
Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados.
(Eugénio de Andrade)
Beijo... Porque-o-Amor-Apetece...
(E foi o nosso regresso, de mansinho, ao blogue... Amanhã cá estaremos de novo... Boa noite, pai!)

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