Ora, parafraseando um poeta que sempre imaginei pedante e insuportável, aproveito para aqui fazer justiça: a ele, a mim, a ti e a nós, tantos anos depois de termos todos coincidido num fim-de-tarde do Jardim de Inverno:
Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência
infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.
A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.
Uma hipérbole, finalmente,
diz que me fazes muita falta.
(Pedro Mexia in Avalanche)
diz que me fazes muita falta.
(Pedro Mexia in Avalanche)
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