Estava hoje a ouvir o João Gilberto e fui lançada assim de truz aos lobos da memória. Dos tempos em que até a tristeza era mais bela:
A madrugada que nos dispa
das vestes sujas da vida
e de olhos nus
ousemos abrir o peito
depois da dor.
Ao Gilberto:
Ora, essa não conhecia.. nem tampouco sabia que o João tinha ido ao festival da canção..
ReplyDelete..e o Poema dos "olhos nus"..? Não lh'encontro autor.. é tradução da casa ou de fabrico caseiro?
Beijo-inteiro..
É dor da casa: 13 de Novembro de 2007
ReplyDeleteFaz par com outro da mesma madrugada:
Como se de pétalas
fosse a madrugada
feita, abra-se
o dia
em rosas
pela porta do peito.
Este conheces, ofereci-to pela manhã com o pequeno-almoço...